Eugenio Santos    eugenioprocha@hotmail.com Fecha  10/03/2007 16:04 
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Volver al foro Responder a fala, o português, e o extremenho.   Admin: Borrar 	mensaje
 
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Ola
Acho que estão a fazer um bom trabalho, em defesa das linguas de extremadura edo leonês. Muitos parabens. queria só dizer o seguinte:
quanto à lingua mirandesa, de todos os dialectos ou lenguas leonesas, é aquela que se manteve num estado mais puro( pelo isolamemto da terra, e pelo facto de não fazer parte do estado espanhol), em algumas influências portuguesas, mas manteve muitos dos rasgos medievais do leonês, perdidos entretanto pelos dialectos asturianos e leoneses. Quem quiser falar, escrever e estudar asturiano /leonês, terá de saber mirandês. Não só o sistema vocálico é mais desenvolvido e complicado, como sucedia no leones medieval, como manteve muita da morfologia e sintaxis do antigo leonês. O leonês de hoje bem como todos os seus dialectos, perdeu esta riquesa e está muito castelhanizado. Acontece também que a norma escolhida pela acadenia asturiana, não ajuda nada ao reconhecimento da lingua, uma vez que é um decalque da norma castelhana. Por exemplo poderiam ter escolhido "lh", para la "ll", e la "ç", em vez da "z", esta última sempre se utilizou no leonês medieval, e era tão leonesa, como portuguesa. No entanto acho a vosso norma ortográfica radical demais,uma norma deve ser simples e facilmente entendível.
Quanto ao estremenho, tive uma experiencia faz já alguns anos, em que ao contactar com uma pessoa de coria, verifiquei que não conseguia entender o espanhol dele, eu que até tive dois anos de espanhol, na universidade, não o compreendia. Agóra ao saber da existência do vosso dialecto, já percebo porque é que não o compreendia. Penso que seria melhor arranjarem outra norma, uma vez que o dialecto asturiano central, é muito distinto do vosso.
Quanto à fala, acho que a fala , lingua própria da extremadura, é uma lingua distinta tanto do prtuguês, bem como do galego, faz parte da mesma família, mas devido à sua evolução, hoje é uma outra lingua. Não é galego, como pretenden os expansionistas galegos ( que se deviam preocupar com o estado de decadência do galego na galiza, na sua própria terra), nem português, se bem que tem muitoas características comuns ao protuguês, nomeadamente palavras como "dois" e não "dous", "uma e não "una",a utilzaçaõ do "J" português, já perdida pelo galego, a distinção entre "s", "ss","ç" e "z". O sistema vocálico, que muitas vezes é ditoque é semelhante ao asturiano, mas não é correcto, dado que no português regional das zonas fronteiriças,nas palavras terminadas em "o" lê-se "u" e em "e" lê-se "i". Assim eu escrevo, "carro" e digo "carru",escrevo" gente" e digo "genti", isto é uma tendência do protuguês beirão, da raia, e atá do norte de portugal. Por isso seria útil para toda a gente,que quem quisesse estudar a lingua, devesse saber, não só a propria fala, bem como o português, o galego,o castelhano, e o asturiano/leonês. Mas não tenho dúvidas que a fala é uma lingua
próprio, da família galaico-portuguesa. No entanto teve uma evolução propria, uma grande influência do dialecto extremenho, bem como do castelhano medieval. Por tudo isto e para que se salve é necessário protegê-la legalmente, declará-la lingua oficial da comarca do vale de xalima, criar uma comarca com orgãos representativos há semelhança do vale de aran,depois há que criar uma norma. E aqui penso que se deveria ter uma atitude dita de convergente, entre o português e o asturiano, bem como com o castelhano. Assim as particularidades deviam ser salientadas, no que fosse semelhante com o protuguês dever-se -ia utilizar a norma portuguesas, nas outras situações a castelhana ex. utilizar a Lh e a nh portuguesa( na vez do ll e ñ castelhano), utilizar a sh( que não esiste no português), para a "s" s(x)portuguesa, utiizar também a"z",a "j" e a"ç", no resto dever-se-ia utilizar a norma castelhana.
finalmente devo dizer que os estremenhos deviam empenhar-se mais na defesa do seu património lingustico, e declar´as diversas linguas oficiais nas áreas respectivas. Incluindo o português em olivença, em Herrera de Alcantara e em cedilho.
Muitos parabens aos autores do site.
Paulo santos.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                
 

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